Categorização de subidas. Como acontece?

Como sabem as subidas que surgem nas provas de ciclismo são categorizadas por forma a atribuírem determinada classificação (pontos) para o REI da montanha- KOM.

As categorias são:

Cat.4;  Cat.3; Cat.2; Cat.1 e HC (Hors categorie)

Lacets Montvernier (Alpes Franceses)

A forma como se diz serem determinadas estas categorias na teoria são:

Categoria 4

2km a 6% de pendente médio

4km abaixo 4% de pendente médio

Categoria 3

2-3km a  8% (de pendente médio ou menos mas com algumas rampas)

2-4km a 6% de pendente médio

4-6km a 4% de pendente médio

Categoria 2

5-10km a 5-7% de pendente médio

10+km a 3-5% de pendente médio

Categoria 1

5-10km a >8%  de pendente médio

10-15km a 6% de pendente médio

HC

15+km a 8%+ (Alpe D’huez, etc.)

20+km (Galibier)

Muitas vezes poderá na verdade ser uma de categoria 1 mas se for a última da etapa será classificada como HC.

TdF2017 Etapa 9

Isto é a forma de as classificar na teoria mas a verdade é que a ASO (Amaury Sports Organization)a responsável pela organização dos 3 grandtours e não só, mais a UCI,  muitas vezes classificam as subidas de uma forma muito própria sem olhar à teoria e olhando ao valor mítico da subida, à sua fama, à forma como estão dispostas nas etapas e por conseguinte possam influenciar a classificação da montanha a fim de garantir mais espectáculo.

Parece-nos aceitável e compreensível esta forma de classificação mas a melhor de todas é a que antes se fazia e decorria da seguinte forma:

Era utilizado um Citroen de 2CV e, colocavam o dito a fazer as subidas que queriam que integrassem as etapas e se, o carro fizesse a subida na 4ª mudança a categoria seria 4, se a fizesse em 3ª, seria essa subida de 3ª categoria e assim por diante. Se o carro não conseguisse ultrapassar a subida seria HC… Muito bom… Excelente… a mente humana no seu melhor!!!

Noutros tempos utilizado para categorização das subidas nas provas de ciclismo

Fica aqui um link das subidas pavimentadas mais altas da Europa e que os editores da 53onze têm o orgulho de já ter umas quantas no repertório

Estradas mais altas da Europa

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Clássica da Arrábida 2018.

No passado dia 11, foi dia de ciclismo no Distrito de Setúbal, e que dia.
Um dia cuja meteorologia deu ênfase à verdadeira nomenclatura de uma clássica de ciclismo.
Com períodos de chuva acentuada e ventos muito fortes fez com que os 145 km (percurso alterado) fossem ainda mais duros e destruidores para um terço do pelotão que alinhou à partida em Sesimbra e que não terminou ou chegou a Setúbal fora de controlo.
Nesta 2a edição de uma corrida categorizada UCI 1.12 saiu vencedor o Russo Dimitrii Strakhov da Equipa também russa Lokosphinx.
Iniciou a sua fuga solitária a 50 km da meta, fase onde se concentravam todas as 4 contagens de montanha e terminou a prova em 3:29:49seg.
O 2o e 3o lugar ficaram relegados para James Fouche (Team Wiggins) e Óscar Hernandez (Aviludo-Louletano-Uli) respectivamente.
A Clássica da Arrábida demonstrou mais uma vez ser uma corrida espetacular, por entre paisagens deslumbrantes e com uma boa base organizativa.
Seria muito bom ver esta corrida, elevar-se na classificação UCI 😉.
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Fotos por @Daniel Louro e @Edgar Santos
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