Potencíometros. O Santo graal do treino no ciclismo!

O que é isto do potenciómetro? Para que serve? É indispensável? O que nos dá? Qual comprar?

Antes de começar queremos dizer que não iremos entrar em detalhes demasiado técnicos, não é esse o objectivo deste post.

Um potenciómetro é como uma chave de fendas, ou seja uma autêntica ferramenta aplicada única e exclusivamente ao treino, à performance e à analise de dados provenientes das cargas que efectuamos em treino ou competição!

Esta ferramenta serve apenas, na nossa opinião, aqueles que pretendem elevar o seu nível de forma/ performance de maneira que apresentem melhores prestações em competição, seja ela super amadora ou profissional claro.

Não basta ter um potenciómetro para começarmos a andar como nunca. Com a compra de um potenciómetro devemos “assinar” uma espécie de contrato; um contrato com a disciplina; com o método e muito provavelmente com um treinador… Não é só comprá-lo, não nos serve de nada se não soubermos interpretar o que ele nos dá. Isso já é sabido!

Quando chega à hora de pensar em comprar um potenciómetro, deparamo-nos com valores altos, mas na verdade que começam a baixar e aí surgem as grandes dúvidas, uma vez que começamos a verificar potenciómetros no mercado com grandes diferenças/ intervalos de preço entre uns e outros e depois surge também a velha conversa da precisão dos potenciómetros, o quão precisos/ exatos são, comparando uns com outros; SRM com Stages, Quarcks com Powertaps, Garmins com 4iiii etc etc…

Parece-nos muitas vezes, salvo algumas excepções, ridículo comparar os valores de potenciómetros diferentes. Vê-se pela internet fora muitos a analisar e comparar potenciómetros, mas esquecem-se sempre de dizer que essas comparações e que os resultados dessas comparações interessam quando o utilizador tem e treina com potenciómetros diferentes ou quando se quer comparar com outros atletas.

O que queremos dizer com isto e o que é que realmente importante na compra de UM potenciómetro?

1º É que muito provavelmente vamos apenas comprar um potenciómetro e ai o importante é pesquisar se a marca oferece um bom suporte ao longo da utilização do produto;

2º se é compatível com o nosso ciclocomputador, ant+, bluethoot smart?!?! ;

3º Se o tipo de potenciómetro se adpata ao “host” ou seja à bicicleta. Os tipos de potenciómetros, os que medem o torque são vários, desde pedais, cubos, cranks, aranhas.

4º Se detemos o conhecimento para analisar os dados, o melhor software para os absorver etc ou se estamos dispostos a pagar alguém para fazer isso por nós e treinar-nos com a melhor ferramenta possível conseguida até hoje.

Com especial referência ao ponto 1, à questão de que vamos apenas comprar UM potenciómetro é aí que reside a questão do porquê ou da importância da precisão em relação a outros ( o desvio) que na maioria dos casos é mínimo. É que na verdade vamos apenas treinar com aquele potenciómetro, é com ele que nos vamos testar e encontrar as nossas exatas zonas de treino e as ajustando ao longo da época, não vamos treinar com um Stages e correr com um SRM! Claro que não, se assim fosse ok, aí fariam diferença e as tais comparações, faria sentido para perceber se estaríamos em campos idênticos com pouco desvio.

Importante é um potenciómetro que preencha os requisitos acima referidos, de fácil calibração, isso sim é importante e que seja consistente, esta é a palavra que deveria estar por trás de todos os testes de potenciómetros, CONSISTÊNCIA!!! Isso é que importa na nossa chave de fendas de treino!!! Poder reproduzir as mesmas condições em todas as condições!!!

Se é importane que seja preciso? Sim é! Mas pensamos que os potenciómetros que saem para o mercado o serão, com margens de erro +/- mínimas, o necessário para considerarmos que a força que estamos a produzir e o valor resultante dessas forças, no visor do nosso ciclocomputador , em watts, é o mais próximo do real.

Os preços já são muito mais atingíveis a qualquer um!!! E se nos perguntarem se vale a pena comprar um potenciómetro, sim! Vale muito a pena, mas para se elevarem e competirem! Não serve para nada só para andarem aí a fazer segmentos no strava ou nas voltas domingueiras.

Vale mais esta ferramenta que umas rodas de carbono! E é mais barato. Isto apenas se estiverem indecisos entre uma compra e outra 😉

Num próximo artigo falaremos de alguns dos dados que os potenciómetros nos oferecem, algumas dicas de utilização desta ferramenta e sobre um novo produto de uma “Kickstarter” que está para sair e que representará um bom alivio para a carteira e sobre o qual já existem algumas informações.

 

#53onze #LifeIsaSport #Performance #watts

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O inferno do Norte. Um domingo no Inferno. A Rainha das Clássicas.

O inferno do Norte. Um domingo no Inferno. A Rainha das Clássicas.
Um dos vários troços de pavê do Paris-Roubaix
É conhecida por estes nomes aquela que pode muito bem encabeçar lista das corridas mais duras do mundo onde parece que os elementos se juntam por forma a derrotar o Homem em cima de uma bicicleta. Desde as condições climatéricas, o terreno, a distância o nervoso do pelotão no meio do êxtase dos adeptos e a pressão de ganhar A Corrida.
2014, Paris – Roubaix, Bmc 2014, Van Avermaet Greg, Burghardt Marcus, Bourghelles a Wannehain
Muito já se escreveu sobre esta prova portanto é suficiente assistir ao trailer e depois esperar pelo som do sino que assinala a última volta no velódromo de Roubaix e onde se conhecerá a nova chapa a ser colocada num dos míticos chuveiros dos Balneários do velódromo de Roubaix.
Roubaix Showers

Paris-Roubaix teaser- Aqui

Paris-Roubaix 2018 trailer- Aqui

Paris-Roubaix Faces- Aqui

Documentário “A Sunday in Hell 1976”- Aqui

A informação sobre os 29 sectores de pavê desta edição- Aqui

Até domingo… Com toda a certeza teremos espectáculo… Infelizmente segundo as previsões se houver chuva será pouca… 😛

 

 

 

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Flandres. A Meca das clássicas!!!

Terra de bosques e muros em pavê, a Flandres ou Vlaanderen, é a meca das clássicas de ciclismo.

É lá que decorrem as clássicas (as WT):

Omloop Het Nieuwsblad;

E3 Harelbeke

Gent- Wevelgem

Dwars Door Vlaanderen

Ronde Van Vlaanderen (Tour de Flandres)

Em comum a estas clássicas são por certo os troços em pavê e os muros constantes, uns atrás dos outros. Mais comum ainda é a quantidade espetacular de publico que surge ao longo dos longos trajectos destas clássicas. É incrível!!!

A Sporza, cadeia televisiva responsável pela transmissão destas clássicas, este ano está a fazer um trabalho espetacular ao mostrar isso mesmo. O quão efusivo é o publico por aquelas paragens… quase parece que estamos lá!

Com a Omloop e a Harelbeke já decorridas em que Valgren e Nicki Terpstra vencem, respectivamente, na Harelbeke ressalva-se o verdadeiro recital dado pela Quickstep, excelente corrida.

Amanhã, Domingo dia 25 de Março é dia de Gent- Wevelgem (in flanders fields) com o terror do Kemmelberg a surgir 2 vezes, vai ser uma corrida bem durinha e se houver vento ainda pior.

Eddy Merckx no Kemmelberg

Será que o vencedor sairá de um pequeno grupo de fuga? Será ao sprint? Van Avermaet bisará?

Muito difícil prever esta corrida, mas a nossa aposta vai para a armada Quickstep que está fortíssima e será em particular para Phillipe Gilbert. Avermaet pode vencer mas parece-nos que ele quer mesmo é despontar no Tour de Flandres.

Outras boas apostas são Colbrelli, Trentin, Sagan (claro) e Matthews

Esperamos mais um excelente domingo de ciclismo!!!

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Potência Normalizada (NP) VS Potência média

Five hours, 363 watts: Wout van Aert’s Strava ride reveals his massive effort at Strade Bianche

Na notícia o que ressalta é a fantástica média de 363 watts durante 5h10 de corrida na Strade Bianche por parte do também fantástico Wout Van Aert que apenas leva 2 corridas de estrada este ano (claro que transporta muito da sua boa forma devido à preparação para o ciclocrosse).
Na verdade este valor respeita à Potência normalizada (NP) a qual representa um valor estimado para a potência que Van Aert hipoteticamente seria capaz de suster nesse mesmo período, excluíndo este valor, valores zero e picos de potência, criando uma linha estimativa de potência mais estável.
A média real do atleta foi de 351 watts, como é possível verificar na notícia. Um resultado na mesma surpreendente.
Mas igualmente surpreendente é que na posse destes 2 valores é possível medir o quão perfeito foi o seu pacing, e foi perfeito para a corrida que é. E ainda para mais esteve em fuga.
O pacing no ciclismo e nos desportos de Endurance é tão somente das coisas mais importantes mas também difíceis de executar.
Assim de repente fazemos uma pequena ideia de qual não será o Limiar anaeróbio em termos de potência (FTP)deste atleta.
Assim de repente surge o número de 400 watts, considerando que ele fez a prova a 90 %.
A ser assim e a considerar os seus cerca de 70 kg está com 5,60 w/kg e em prova andou nos 5 w/kg.

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Clássica da Arrábida 2018.

No passado dia 11, foi dia de ciclismo no Distrito de Setúbal, e que dia.
Um dia cuja meteorologia deu ênfase à verdadeira nomenclatura de uma clássica de ciclismo.
Com períodos de chuva acentuada e ventos muito fortes fez com que os 145 km (percurso alterado) fossem ainda mais duros e destruidores para um terço do pelotão que alinhou à partida em Sesimbra e que não terminou ou chegou a Setúbal fora de controlo.
Nesta 2a edição de uma corrida categorizada UCI 1.12 saiu vencedor o Russo Dimitrii Strakhov da Equipa também russa Lokosphinx.
Iniciou a sua fuga solitária a 50 km da meta, fase onde se concentravam todas as 4 contagens de montanha e terminou a prova em 3:29:49seg.
O 2o e 3o lugar ficaram relegados para James Fouche (Team Wiggins) e Óscar Hernandez (Aviludo-Louletano-Uli) respectivamente.
A Clássica da Arrábida demonstrou mais uma vez ser uma corrida espetacular, por entre paisagens deslumbrantes e com uma boa base organizativa.
Seria muito bom ver esta corrida, elevar-se na classificação UCI 😉.
Like – fb.me/53Onze
 
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Fotos por @Daniel Louro e @Edgar Santos
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